PARA LER QUANDO O CHEFE NÃO ESTIVER OLHANDO  (MAIS...)



Escrito por alogilmar@uol.com.br às 14h00
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Quadrinhos, manhã, tarde e  noite.

Esta página acima é uma das 12 que fizemos ( Eu e  o Fernandes, que trabalhou o roteiro e a linha do traço) para o suplemento Diarinho do Diário do Grande Abc, é uma história que conta como funciona um jornal diário. Esta publicação deve sair na primeira semana de maio, data em que o jornal completa 50 anos. Espero que impressão seja num papel melhor já que o jornal tem uma impressão que não é das melhores.



Escrito por alogilmar@uol.com.br às 16h28
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Escrito por alogilmar@uol.com.br às 13h38
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OCRE



Escrito por alogilmar@uol.com.br às 09h32
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Esse texto do Cotardo, publicado na Folha de hoje, resume com perfeição o efeito periférico caso Isabella.

CONTARDO CALLIGARIS

A turba do "pega e lincha"

Querem linchar para esquecer que ontem voltaram bêbados e não sabem em quem bateram

NA ÚLTIMA sexta-feira, passei duas horas em frente à televisão. Não adiantava zapear: quase todos os canais estavam, ao vivo, diante da delegacia do Carandiru, enquanto o pai da pequena Isabella estava sendo interrogado.
O pano de fundo era uma turba de 200 ou 300 pessoas. Permaneceriam lá, noite adentro, na esperança de jogar uma pedra nos indiciados ou de gritar "assassinos" quando eles aparecessem, pedindo "justiça" e linchamento.


Mais cedo, outros sitiaram a moradia do avô de Isabella, onde estavam o pai e a madrasta da menina. Manifestavam sua raiva a gritos e chutes, a ponto de ser necessário garantir a segurança da casa. Vindos do bairro ou de longe (horas de estrada, para alguns), interrompendo o trabalho ou o descanso, deixando a família, os amigos ou, talvez, a solidão -quem eram? Por que estavam ali? A qual necessidade interna obedeciam sua presença e a truculência de suas vozes?
Os repórteres de televisão sabem que os membros dessas estranhas turbas respondem à câmera de televisão como se fossem atores. Quando nenhum canal está transmitindo, ficam tranqüilos, descansam a voz, o corpo e a alma. Na hora em que, numa câmera, acende-se a luz da gravação, eles pegam fogo.


Há os que querem ser vistos por parentes e amigos do bar, e fazem sinais ou erguem cartazes. Mas, em sua maioria, os membros da turba se animam na hora do "ao vivo" como se fossem "extras", pagos por uma produção de cinema. Qual é o script?
Eles realizam uma cena da qual eles supõem que seja o que nós, em casa, estamos querendo ver. Parecem se sentir investidos na função de carpideiras oficiais: quando a gente olha, eles devem dar evasão às emoções (raiva, desespero, ódio) que nós, mais comedidos, nas salas e nos botecos do país, reprimiríamos comportadamente.
Pelo que sinto e pelo que ouço ao redor de mim, eles estão errados. O espetáculo que eles nos oferecem inspira um horror que rivaliza com o que é produzido pela morte de Isabella.


Resta que eles supõem nossa cumplicidade, contam com ela. Gritam seu ódio na nossa frente para que, todos juntos, constituamos um grande sujeito coletivo que eles representariam: "nós", que não matamos Isabella; "nós", que amamos e respeitamos as crianças -em suma: "nós", que somos diferentes dos assassinos; "nós", que, portanto, vamos linchar os "culpados".
Em parte, a irritação que sinto ao contemplar a turma do "pega e lincha" tem a ver com isto: eles se agitam para me levar na dança com eles, e eu não quero ir.
As turbas servem sempre para a mesma coisa. Os americanos de pequena classe média que, no Sul dos Estados Unidos, no século 19 e no começo do século 20, saíam para linchar negros procuravam só uma certeza: a de eles mesmos não serem negros, ou seja, a certeza de sua diferença social.


O mesmo vale para os alemães que saíram para saquear os comércios dos judeus na Noite de Cristal, ou para os russos ou poloneses que faziam isso pela Europa Oriental afora, cada vez que desse: queriam sobretudo afirmar sua diferença.
Regra sem exceções conhecidas: a vontade exasperada de afirmar sua diferença é própria de quem se sente ameaçado pela similaridade do outro. No caso, os membros da turba gritam sua indignação porque precisam muito proclamar que aquilo não é com eles. Querem linchar porque é o melhor jeito de esquecer que ontem sacudiram seu bebê para que parasse de chorar, até que ele ficou branco. Ou que, na outra noite, voltaram bêbados para casa e não se lembram em quem bateram e quanto.
Nos primeiros cinco dias depois do assassinato de Isabella, um adolescente morreu pela quebra de um toboágua, uma criança de quatro anos foi esmagada por um poste derrubado por um ônibus, uma menina pulou do quarto andar apavorada pelo pai bêbado, um menino de nove anos foi queimado com um ferro de marcar boi. Sem contar as crianças que morreram de dengue. Se não bastar, leia a coluna de Gilberto Dimenstein na Folha de domingo passado.


A turba do "pega e lincha" representa, sim, alguma coisa que está em todos nós, mas que não é um anseio de justiça. A própria necessidade enlouquecida de se diferenciar dos assassinos presumidos aponta essa turma como representante legítima da brutalidade com a qual, apesar de estatutos e leis, as crianças podem ser e continuam sendo vítimas dos adultos.


ccalligari@uol.com.br



Escrito por alogilmar@uol.com.br às 08h44
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E por falar em quadrinhos para escolas, me lembrei de uma tira que eu fazia para uma revista cujo título era: UNIVERSITIRA. Que banho de criatividade para título, não? Acima, uma  tirinha dessa série que já fazem alguns anos que foi publicada.



Escrito por alogilmar@uol.com.br às 10h30
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Uma gentil divulgação do nosso trabalho juntos as escolas feito pelo Marcelo em seu sugestivo blog: MAMÃO DE CORDA.



Escrito por alogilmar@uol.com.br às 10h11
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BOITATA ILUSTRAÇÕES

Outras duas páginas de um livro em quadrinhos para Editora Moderna, eu e o Fernandes estamos dividindo essa tarefa que ainda vai longe. o Título do livro é "UMA AVENTURA NO QUINTAL"



Escrito por alogilmar@uol.com.br às 09h51
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CASO ISABELLA

Acho que a culpada é a Suzane Richthofen.

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Escrito por alogilmar@uol.com.br às 20h08
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Artefacto 6 já está disponível, abaixo o recado de Omar Zevallos
o editor dessa excelente revista gráfica virtual.
 
Con un mes de retraso, salió por fin el 6to. número de la revista virtual "Artefacto", con muy buen material para los amantes del humor gráfico, la caricatura, la risa, el arte y el diseño. En este número tenemos una entrevista con el humorista peruano Alvaro Portales, y con el maestro cubano Ares; además, la primera parte de unensayo sobre la risa, hecho por colegas colombianos preocupados por el tema.
Una nota sobre el enigmático grafitero Banksy y un análisis sobre los plagios entre artistas. Está rebueno el número. No se lo pierdan.
Pueden bejar el PDF desde aquí: http://www.deartistas.com/artefacto/Artefacto6.pdf


Escrito por alogilmar@uol.com.br às 15h15
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Escrito por alogilmar@uol.com.br às 20h43
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PAU PRA TODA OBRA Mais...



Escrito por alogilmar@uol.com.br às 19h34
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AINDA DÁ TEMPO

ULTIMA SEMANA PARA AS INSCRIÇÕES NO SALÃO CARIOCA DE HUMOR
 
O Salão Carioca chega à sua 19ª edição apresentando seu tradicional Concurso de Desenho de Humor.
 O concurso divide-se nas categorias de Charge, Cartum, Caricatura e Quadrinhos.
 Cada categoria terá uma premiação de R$6mil para o primeiro lugar, R$4mil para o segundo lugar, e R$ 2mil para o terceiro lugar.
 Os dez melhores trabalhos em Cartum, os dez melhores em Charges, os vinte melhores em Caricatura e os cinco melhores em Quadrinhos integrarão a exposição Finalistas do Concurso, que este ano será montado na galeria principal da Casa de Cultura Laura Alvim, dentro da programação do XIX Salão Carioca de Humor, cuja abertura será no dia 2 de junho.
 O site do evento apresentará uma galeria virtual com estas obras, que serão publicados no catálogo oficial do evento, um livro em formato de caixa, onde cada obra entrará em lâmina avulsa. 
 Mas atenção: as inscrições encerram-se no dia 28 de abril, portanto, está na hora de mandar as suas obras e participar de um dos principais salões da América Latina. 
 Maiores detalhes em www.funarj.rj.gov.br/salaocarioca.asp
onde voce poderá ler o regulamento e fazer a sua inscrição virtual.
 E acompanhe as novidades do Salão Carioca em www.salaocarioca.blogspot.com/
 Ricky Goodwin, curador
Salão Carioca de Humor



Escrito por alogilmar@uol.com.br às 19h03
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